Moraes pede para Zanin marcar julgamento de Bolsonaro na trama golpista

O ministro do STF Alexandre Moraes pediu para que o presidente da Primeira Turma da Corte, Cristiano Zanin, marque o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus.

Moraes fez o pedido um dia após as defesas apresentarem as alegações finais. O julgamento se refere aos réus do núcleo 1, definido pelo ministro como grupo “crucial” da suposta trama golpista. Ao todo, os documentos enviados pelos advogados têm 1.183 páginas.

As defesas pediram a absolvição dos réus e a anulação da delação de Mauro Cid. O ex-tenente-coronel foi citado 260 vezes pelos réus. Além de Bolsonaro e Cid, fazem parte desse núcleo o general Braga Netto (PL), o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, o ex-ministro Anderson Torres e os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira.

Mais cedo, Moraes disse que não acelerou os trâmites da ação. “Primeiro, quem investiga é a Polícia Federal, não sou eu. Depois, quem denúncia é o procurador-geral da República. Quem recebeu a denúncia foi a Primeira Turma. Entre investigação, denúncia e o processo, vamos completar quase dois anos”, afirmou. O ministro é criticado frequentemente por aliados de Bolsonaro pela velocidade da ação.

Julgamento ocorre na Primeira Turma, composta por cinco ministros. São eles: Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Luiz Fux e o presidente Cristiano Zanin —este último responsável por marcar a data do julgamento.

No julgamento, Moraes fará a leitura de seu relatório. A PGR (Procuradoria-Geral da República) faz as manifestações e os advogados dos réus têm uma hora para fazer as defesas. Depois desse trâmite, o relator apresenta seu voto e os demais ministros votam por ordem crescente de antiguidade no tribunal, com o presidente da Turma por último.

Ana Paula Bimbati – Do UOL, em São Paulo

PodCast ao vivo!
YouTube Player Personalizado
0:00
0:00
100
Playlist