Em Itapetinga, protesto denuncia injustiça: professora vítima de violência perde guarda do filho para o agressor.
Itapetinga foi acordada nesse último dia 03/03/26/ com uma manifestação de rua, contra a violência física, financeira, jurídica e familiar sofrida pela professora universitária e doutoranda Letícia Magalhães — praticada por seu ex-companheiro e pela justiça baiana. O inusitado acolhimento pela justiça da perda da guarda do filho gerou revolta e revela mais um capítulo das jornadas das injustiças contra as mulheres que se espalham pelo Brasil.

Assim como o exemplo de um desembargador mineiro que liberou um criminoso condenado, de 35 anos, por estupro contra uma criança de 12 anos, na Bahia a justiça parece também ter naturalizado as ações contra mulheres. Segundo Letícia, um desembargador baiano autorizou a perda da guarda do seu filho em favor de um pai sem estrutura, falido, com histórico ruim e sob medida protetiva.

Como disse o ex-governador da Bahia, Otávio Mangabeira: “pense em um absurdo; na Bahia há precedente”. Uma mãe vítima de todo tipo de agressão e com a guarda do filho teve contra si um mandado de prisão e a perda da guarda expedidos pela justiça baiana, acatando a reclamação de um pai com histórico de violência, relata a genitora em vídeo.

Segundo a própria mãe, a ação contra ela — mãe responsável por uma criança sob sua guarda — é movida simplesmente pelo pai, que visa obter direito à pensão alimentícia, pois encontra-se endividado e falido economicamente, com ação de despejo por inadimplência associada a vários outros débitos. Essa condição teria sido frontalmente negligenciada pela justiça baiana, que acatou o pedido do genitor.
