Pedido de Flávio Bolsonaro aos EUA pode colocar PIX na mira de sanções” “Como os EUA poderiam usar terrorismo para frear o PIX

Ameaça americana ao PIX: como pedido de aliados de Bolsonaro pode abrir caminho para sanções

O pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, e familiares têm adotado publicamente posições que, segundo analistas, podem expor o Brasil a riscos econômicos e diplomáticos. Enquanto um apoiador da família declarou sentir “satisfação” e “vingança” caso os Estados Unidos bombardeassem a Baía de Guanabara, Flávio Bolsonaro pediu que as facções PCC e CV fossem classificadas como organizações terroristas pelos EUA. Nesse contexto, alertamos que a primeira vítima de eventuais sanções americanas poderia ser o sistema de pagamentos instantâneos PIX — e não as facções.

Quando o vira-latismo entrega o Brasil: o PIX na mira dos EUA

A história de povos colonizados como o Brasil, argumentam críticos, produziu setores da sociedade, principalmente a elite, submissos ao exterior — o chamado “complexo de vira-lata”. Diferentemente dos EUA, nação de imigrantes por povoamento que construiu uma cultura de exaltação própria, mesmo com ação autoritária e violenta, diferente de parte da elite brasileira que ainda cultiva uma postura de subserviência geopolítica.

Como os americanos poderiam tentar inviabilizar o PIX?

O ponto de partida seria a classificação de grupos criminosos brasileiros como terroristas. A lei norte-americana USA PATRIOT autoriza o governo a punir qualquer empresa que, supostamente, tenha vínculos financeiros com essas organizações. Assim, se um integrante de facção realizar transação via PIX, os EUA poderiam retaliar instituições financeiras como Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú e outros, bloqueando ativos e aplicando multas a quem opera com o sistema.

O PIX se tornou patrimônio do povo brasileiro

Gratuito e ágil, o PIX entrou na mira de interesses estrangeiros também por meio da ação de Flávio Bolsonaro (PL), que levou ao Congresso americano a sugestão de enquadrar facções como terroristas. Mas qual seria o real motivo da perseguição ao PIX? Em 2025, o sistema movimentou R$ 35,4 trilhões — montante que, se fosse canalizado por bandeiras de cartão como Visa (São Francisco), Mastercard (Purchase, Nova York) e American Express (Nova York), geraria bilhões em taxas para essas empresas.

PIX gratuito ameaça lucro estrangeiro de operadoras de cartão

As multinacionais de cartões de crédito veem no PIX um concorrente direto e disruptivo. Enquanto o sistema brasileiro é gratuito para o cidadão, o mesmo volume transacionado por cartões implicaria taxas repassadas aos consumidores por lojistas e, no fim da cadeia, a empresas americanas. A classificação de facções como terroristas surge, nessa leitura, como um pretexto para atingir o ecossistema de pagamentos nacional e abrir caminho para o domínio estrangeiro.

Classificação de facções como terroristas pode atingir sistema financeiro e minerais estratégicos

Para além do PIX, a estratégia de rotular grupos criminosos como terroristas pode servir a interesses geopolíticos mais amplos: no futuro, a medida poderia preceder intervenções com justificativa de combate ao crime organizado, mas com o objetivo real de acessar recursos naturais como petróleo e terras raras — dos quais o Brasil é abundante. “Abram os olhos”! O que está em jogo não é apenas um sistema de pagamentos, mas a soberania nacional.

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