Copa de 2026: entre perseguição política e ingressos milionários, evento caminha para o fracasso

Copa de 2026: entre perseguição política e ingressos milionários, evento caminha para o fracasso

A Copa do Mundo que começa no dia 13 de junho, com 75% das partidas sediadas nos Estados Unidos, enfrenta desafios de ordem política e financeira que podem torná-la um fracasso total. A administração do presidente Donald Trump, marcada por perseguição a imigrantes e uma política da Casa Branca autoritária e violenta, abre caminho para o caos. A isso se soma a atuação do presidente da FIFA, Gianni Infantino, ao lado de especuladores e intermediários que tornam os preços da Copa 2026 acessíveis apenas para milionários.

FIFA envolvida em jogadas desabonadoras e financeirização do futebol

Nesse contexto, a própria FIFA e seu presidente, Gianni Infantino, estão envolvidos em articulações questionáveis, com a financeirização exclusiva do futebol na Copa e nas federações ao redor do mundo. Com essa gestão, o futebol se transforma em artigo de luxo, afastando dos estádios os torcedores mais pobres, mesmo sendo o esporte uma paixão popular. O futebol está sendo distanciado do povo e convertido em entretenimento para a elite rica e especuladores ávidos. Soma-se a isso a atuação agressiva da polícia do ICE, que persegue imigrantes e assusta turistas de todo o mundo.

Discriminação contra países membros preocupa

No plano administrativo, a FIFA não tem força para conter a ação discriminatória que atinge diversos países membros. Está sendo proibida a entrada de atletas e visitantes de nações como Haiti, Irã e países africanos, além de outras que não seguem a cartilha americana. Cidadãos da Tunísia, Argélia e Cabo Verde precisam pagar 15 mil dólares de caução para obter passaporte e entrar nos Estados Unidos. Enquanto isso, os EUA não conseguem evitar a fome de 44 milhões de americanos, mas impõem moralismo ao resto do mundo.

Perseguição política a países gera insatisfação

Logo no início, após a escolha dos Estados Unidos como sede, vários países membros afirmaram não querer a Copa nesse país. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, longe de ouvir as reclamações, por subserviência entregou um prêmio a Donald Trump como “homem da paz” — depois de Trump bombardear o Irã, invadir e prender o presidente da Venezuela, e ajudar Israel a realizar um genocídio em Gaza. Essas contradições revelam o jogo submisso do dirigente máximo do futebol mundial.

Lógica financeira exclui torcedor comum

Infantino transforma o futebol em negócio para ricos. Centralizando toda a programação da Copa nos Estados Unidos, ele afirma que a FIFA arrecadará cerca de 13 bilhões de dólares, com retorno de 30 bilhões para os americanos. Quem pagará essa conta é o torcedor. Uma partida entre seleções pequenas, como Curaçao e Jordânia, custará 200 dólares (mais de mil reais) por ingresso.

Ingresso da final pode ultrapassar 2 milhões de dólares

O ingresso para a final custará mais de 2 milhões de dólares. Nas demais partidas, o preço médio será de 300 dólares — valores impraticáveis. Essa variação ocorre por um mecanismo que oscila o preço conforme a demanda. Quem terá dinheiro para pagar milhões de reais por uma partida final? O presidente da FIFA defende o modelo e diz que todo entretenimento nos EUA funciona assim.

Custo da Copa: a mais cara da história

FIFA cria plataforma própria e legaliza cambistas

A FIFA construiu sua própria plataforma de revenda de ingressos e liberou geral para os famosos cambistas. Eles podem comprar quantos ingressos quiserem e revendê-los, desde que paguem — mais uma vez — um bônus de cerca de 30% do valor da revenda para a entidade. A FIFA lucra na primeira venda e também na revenda, tudo dentro do próprio site oficial.

Transporte público ao estádio vira negócio bilionário

No país mais capitalista do mundo, cada um vale pelo que tem. Em Nova Jersey, o trajeto de transporte público até o estádio de Nova York havia sido acertado entre o governador e a FIFA, com custo pago pelo Estado. No entanto, o mandato do governador terminou em janeiro de 2026, e a nova governadora, Mikei Sherril, afirmou que não honrará o acordo, pois o povo do condado não deve arcar com a despesa. Assim, a passagem de trem num curto percurso até o estádio será cobrada do torcedor em 150 dólares (quase mil reais) — antes custava 12,90 dólares.

Estacionamento chega a R$ 1.500 e pedestres ficam excluídos

O pior: as pessoas não podem ir ao estádio a pé, apenas de carro ou ônibus. Para quem vai de carro, o estacionamento custará 225 dólares (cerca de 1.500 reais). A comparação é inevitável: como nas escolas de samba do Rio de Janeiro, depois que a elite vê que o negócio dá dinheiro, o pobre só entra para empurrar carro alegórico.

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