Cansado de receber bolas nas costas, o prefeito Eduardo Hagge (MDB) inicia uma significativa movimentação política e administrativa buscando dar um novo rumo à sua gestão. Nessa primeira ação, têm como focos a política e a administração. No aspecto político, vão ocorrer mudanças significativas na Câmara de Vereadores, devido às suas frequentes derrotas . Também por um movimento contínuo de aliciamento de edil novatos visando à presidência da Mesa da Câmara para a gestão 27/28, feito por sua própria base, atrapalhando os trabalhos do legislativo.
Com esse movimento, o prefeito tenta recompor a combatividade no parlamento com a entrada de um novo edil, visando efetividade nas respostas aos ataques de sua própria base e de opositores. Parte dessa mesma ação será a saída de um vereador já testado em função administrativa para assumir cargo no primeiro escalão do Executivo. Assessores diretos reclamam de traições na Câmara após o prefeito dividir o poder com vereadores, nomeando aliados indicados por eles. Parece que o chefe do Executivo vai responder e pode ampliar as demissões, adequando-as ao limite de gastos com pessoal exigidos pelo Tribunal de Contas.
Diz-se que o prefeito é bonzinho e não demite quem o trai, mas uma coisa é certa: para os vereadores serem independentes, precisam entregar os cargos que têm na prefeitura. Parece que o Executivo Municipal percebeu, tardiamente, o peso da caneta e a importância de ter autoridade. Com as mudanças, vislumbra também a escolha de um novo líder do prefeito na Casa Legislativa, em substituição a um edil que tem demonstrado ser um indispensável negociador dos interesses do Poder Executivo e do povo.