TSE julga cassação de Diga-Diga, e composição da Câmara de Vereadores pode mudar ainda em 2025.

O julgamento do vereador Diga-Diga (PSD) foi iniciado no TSE no último dia 1º de dezembro por uma turma formada por 7 ministros: Floriano de Azevedo Marques (relator), Sebastião Reis, Carmen Lúcia, André Mendonça, Antônio Carlos Ferreira, Estela Aranha e Nunes Marques. O primeiro voto, do relator Floriano de Azevedo Marques, foi pela cassação do vereador Diga-Diga (PSD). Até o momento, já votaram os magistrados Sebastião Reis e Carmen Lúcia, que acompanharam o voto do relator, formando um placar de 3 a 0 contra o vereador. Restam mais quatro votos; sendo a decisão por unanimidade, não caberá recurso protelatório.

Essa alteração mexe significativamente com a base de apoio do atual prefeito, Eduardo Hagge. A situação chama a atenção por seu componente político-estratégico. No início do mandato, o prefeito enfrentava dificuldades na Câmara, perdendo várias votações. Aos poucos, Eduardo Hagge (MDB) formou uma base mista com 8 vereadores e reverteu votações na Casa após a presidência interina do edil Neto Ferraz (PDT). Com a possível chegada do vereador Valdeir Chagas (PSD) no lugar de Diga-Diga, essa força de apoio ao prefeito consolida-se. No âmbito interno, fortalece o vereador Tiquinho (PSD), que terá ao seu lado um aliado fiel.

Por outro lado, a situação complicou para os 4 vereadores do MDB que fazem oposição ao prefeito Eduardo Hagge. Não se sabe o motivo do rompimento, mas hoje a situação está ficando difícil. Como negociar com os quatro vereadores de seu próprio partido após uma oposição ferrenha ao Executivo, corroborada pela atual maioria favorável no plenário? Como diz o jargão político: quem fica para aderir depois da maioria formada perde valor político. É notória a exigência de inteligência na análise política para tomada de posição a fim de transformar em um acerto político eleitoral. Em política, nada substitui a inteligência.

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