O governo de Eduardo ainda não começou!

 

As votações perdidas na Câmara de Vereadores* pelo prefeito Eduardo Hagge (MDB) em relação aos seus dois vetos na sessão do dia 19 de agosto são um sintoma da desorganização administrativa e política do staff do Poder Executivo Municipal.

Na administração pública há estruturas para pensar e agir na gestão de governo, cabendo ao Prefeito assinar e autorizar possíveis soluções. No entanto observamos o gestor no centro do problema tentando resolver pendenga que deveria chegar a suas mãos só para assinar e encaminhar. A boa técnica administrativa poupava o gestor de conflitos desnecessários.

Na esfera política montar estratégia e um caminho complexo, mas necessário. Pensar para agir é fundamental, sendo assim o Executivo precisa dispor desse núcleo estratégico funcionando. Aí se encontra um dos pecados capitais de muitas gestões: menosprezar o capital político na montagem inicial do Governo.

É importante notar que as notícias sobre a política em Itapetinga – BA, indicam um cenário de tensões, ainda mais com investigações em andamento associada a perda de votações pelo prefeito mesmo com um número considerável de vereadores do seu próprio partido. Isso é um reflexo do contexto de instabilidade e disputas políticas dentro da própria casa.

É visível o emparedamento articulado contra o prefeito pela sua base partidária no parlamento, criando condição sine qua non para fragilizar a autoridade do Chefe do Executivo. E assim também, as falhas de comunicação com a sociedade de seu núcleo dirigente. Um detalhe amarra a gestão: a estrutura administrativa do chefe do executivo vem do governo anterior com pouca alteração. Nesse quesito o governo Eduardo não começou ainda.

*6 vereadores do MDB, 3 do PSD, 1 do PT, 1 do Solidariedade, 1 do Podemos, 1 do PDT, 1 do PL. 1 do União.

PodCast ao vivo!
YouTube Player Personalizado
0:00
0:00
100
Playlist