O futuro presidente interino do Legislativo de Itapetinga – BA, se confirmada a mudança, receberá um “ovo sem gema” do atual chefe do Legislativo. A Câmara de Vereadores devolve um valor comprometedor para o final do exercício de 2025. A herança de uma gestão temerária é passível de rejeição de contas!

 

O momento político-administrativo em Itapetinga se destaca nos órgãos públicos municipais com uma triste realidade: a ausência de um componente fundamental para uma gestão de sucesso: “a política”. O ato de antecipar, pela Câmara, a devolução de dinheiro ao Executivo da forma como foi feito é uma ação para inimigos e não para aliados da mesma base. Assim, comprometemos os projetos orçamentários já em curso e os futuros, como energia solar, instalação de rádio e TV Câmara e reforma completa das estruturas dos gabinetes dos vereadores. No aspecto técnico, se assim o TCM entender, pode reduzir o limite de gasto com a folha de pagamento, que é de 70% (ver reportagem neste blog).

Essa medida de devolução de dinheiro teve um interesse político. No entanto, o tiro pode sair pela culatra. Esses recursos, da forma como foram repassados ​​à prefeitura, o prefeito pode gastar da maneira que quiser. Se o ex-presidente quisesse explorar politicamente a devolução de recursos, sugerindo, de ofício, direcionar o dinheiro economizado para resolver a falta d’água em vilas ou terminar a escola do Bairro 12 de Dezembro. Se essas mudanças se concretizarem, já noticiadas por este blog no mês passado, o presidente que deve assumir, Neto Ferraz (PDT), já mostrou serviço; alçado à chefia do COMUTRAN, equilibrou o órgão, coincidente ou não, com um rombo de R$ 500,000,00 oriundo de desvio fraudulento.

É um presente de grego as aversas. Como um ovo sem gema, os cofres do Poder Legislativo vão definir o sucesso ou o insucesso da gestão. Sem recursos, o gestor mostrará sua capacidade para administrar, pagar a parcela restante do 13º e colocar em prática seu projeto. Há manobras e o caminho é reavaliar contrato por contrato. Assim como na Grécia antiga, os troianos receberam de presente um cavalo de madeira oco, cheio de soldados. Sem perceberem os escondidos, na calada da noite, os soldados saíram do cavalo e abriram os portões para Tróia ser invadida pelos gregos. Sem cavalo e soldado, “que esteja nas mãos de Deus”(como diz Neto Ferraz), e que seja o que Ele quiser.

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