A prefeita Sheila Lemos (União Brasil), na condição de privilegiada, talvez não precise da totalidade dos serviços públicos oferecidos pelos governos estadual e federal, mas da ambulância do SAMU 192 ela ou seus familiares, se não precisaram, um dia podem precisar. Das 107 ambulâncias entregues à Bahia, duas são para Vitória da Conquista. No entanto, a prefeita desdenhou, não foi receber os veículos e não mandou um representante – imagina-se que ela temeu que sua presença desagradasse seu candidato, ACM Neto (União). Coube ao vereador Ricardo Babão (PCdoB) receber as unidades para o município. 
Já vimos essa história em Itapetinga: prefeito dizendo que não precisa dos governos estadual ou federal. Assim como o comportamento da prefeita Sheila, muitos prefeitos do União Brasil agem dessa forma (recordo a inauguração do hospital regional de Teixeira de Freitas, BA, da qual o prefeito não compareceu). Eles confundem a prefeitura com a sua própria casa, com uma diferença: enquanto eles não precisam, o povo padece. Sabe-se que esses prefeitos têm planos de saúde e os filhos estudam em escolas particulares. No entanto, a realidade do resto da população é outra; mesmo com as dificuldades existentes, a saúde pública e a educação são indispensáveis para o povo.
As eleições se aproximam, e a expectativa é de que sejam uma das mais sujas da história do Brasil. Esses comportamentos, mentiras, acusações sem provas, violências e corrupção vão dar muito trabalho à Justiça. O Tribunal Superior Eleitoral terá um trabalho árduo pela frente. Nesse contexto, antecipar regramentos visando evitar parte desses fatos corriqueiros em processo eleitoral trará um pouco de tranquilidade para o pleito.