Governo Lula considera relação com Alcolumbre rompida de forma definitiva
Aliados defendem reação política após derrota de Jorge Messias no STF

Pressão política e reação do Planalto
Antes mesmo da conclusão da votação, aliados do presidente já indicavam que Alcolumbre poderia enfrentar consequências políticas. A avaliação era de que o senador mobilizou sua influência para barrar a indicação de Messias, provocando constrangimentos ao governo.
Na manhã da quarta-feira (29), antes da sabatina do advogado-geral da União, interlocutores relataram que Alcolumbre afirmou ter cerca de 50 votos contrários à indicação, o que gerou apreensão entre governistas. O cenário reforçou a percepção de que a derrota seria inevitável.
Estratégia para enfraquecer Alcolumbre
Diante do episódio, integrantes do governo defendem uma reação política mais dura. Entre as propostas está o empenho do presidente Lula para derrotar candidatos apoiados por Alcolumbre no Amapá nas eleições de outubro, com o objetivo de reduzir sua influência em Brasília.
Além disso, aliados pressionam por medidas administrativas, como a demissão de indicados do senador em cargos ligados ao governo federal. A iniciativa é vista como forma de consolidar o rompimento político considerado inevitável por setores do Planalto.
Impacto no Senado e agenda legislativa
Mesmo com pautas relevantes em tramitação no Senado, como o debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1, aliados do presidente avaliam que a manutenção de uma relação institucional com Alcolumbre não deve ser prioridade.
A leitura entre governistas é de que eventuais atrasos na análise dessas propostas poderão ser atribuídos ao próprio presidente do Senado, o que, na visão desses interlocutores, poderia gerar desgaste político para o senador.
Fonte: Brasil 247