Inauguração do Centro Oncológico no Hospital Cristo Redentor, mostra indecisão política do Poder Executivo Municipal.

A ausência do executivo na inauguração do centro oncológico do Hospital Cristo Redentor foi mais do que uma simples falha de agenda; foi um ato de profunda desorientação e uma demonstração clara de inconsistência na ação. Tal decisão, sob qualquer ângulo que se analise, revela um grave equívoco de percepção política.

Um centro de tratamento do câncer não é uma conquista qualquer. Ele representa a materialização de um dos pilares mais sensíveis da administração pública: a saúde da população. A avaliação política que levou à não participação da inauguração, deu caráter privado a uma obra pública, aproveitada e capitalizada pelo Deputado Federal Antônio Brito (PSD).

Todos os recursos investidos nesse centro saem diretamente dos cofres públicos, ou seja, do bolso do contribuinte. A entrega, portanto, não é um mero evento social ou fato oportunista. É o momento solene de prestação de contas à sociedade. É o momento em que os gestores devem declarar à população o retorno dos investimentos realizados com seus impostos.

Os pensadores da política na prefeitura, ao orientarem o executivo a se furtar a esse momento, não apenas desprezaram um ato cerimonial, mas ignoraram a essência da necessidade nessa área da saúde. Enquanto a comunidade celebra a conquista de um equipamento vital, a figura máxima da administração local se ausenta, como se a obra não tivesse sido paga com o dinheiro público.

Essa atitude, em essência, escancara uma falta de habilidade e de sensibilidade política em seu sentido mais puro: o de compreender e conectar-se com as necessidades e anseios das pessoas. Um gestor hábil entenderia o valor simbólico de sua presença, consideraria a obra como um triunfo coletivo e usaria o momento para fortalecer o pacto de confiança com a população.

Orientado a agir contrariamente, o executivo não cometeu um simples erro de percurso; revelou incapacidade de compreender o peso simbólico de suas ações e o significado final do dinheiro público confiado aos gestores municipais, estaduais e federais – dinheiro que pagou pela referida obra. Política não é para amadores.

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