Por Núbia Cristina

Com cerca de 99% de sua matriz elétrica baseada em fontes renováveis, o estado lidera a produção de energia eólica no Brasil e solar no Nordeste e busca ampliar seu protagonismo com novas iniciativas em biocombustíveis e hidrogênio verde.
“A transição energética é um apelo mundial e, além do estado baiano ter inúmeros atrativos naturais como posição geográfica privilegiada, ventos constantes e excelente irradiação solar, conta com uma política de incentivos fiscais que o torna altamente competitivo e atrativo para novos investimentos”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Angelo Almeida.
A estratégia inclui o Plano Estadual para a Economia do Hidrogênio Verde (2022) e o lançamento do 1º Atlas de Hidrogênio Verde do mundo, na Conferência das Partes na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP28), em Dubai.
Além de investimentos federais em transmissão, dos quais R$ 10 bilhões já estão em execução no estado. Projetos privados, como os da Acelen Renováveis, com cultivo de macaúba para combustíveis sustentáveis de aviação, e a expansão da Oleoplan Nordeste em Iraquara, reforçam a diversificação da matriz energética e a inclusão da agricultura familiar.
Para sustentar esse avanço, o governo estadual instituiu a Política de Transição Energética e o Protener, que estabelece um marco regulatório de 30 anos, com revisões a cada cinco, para consolidar a Bahia como referência nacional em energia limpa.
Segundo Almeida, a prioridade é “atrair investimentos sustentáveis, promover empregos verdes, estimular a indústria e garantir inclusão da agricultura familiar na cadeia de biocombustíveis. Temos convicção de que essa transição energética justa e inclusiva será o caminho para gerar riqueza, renda e qualidade de vida para a população baiana.”
Fonte: A Tarde Municipios.