Bahia gera 34% da energia eólica do país e lidera transição energética Estado responde por mais de 34% da geração eólica do país nos 12 meses até julho

Por Núbia Cristina

28/09/2025 – 5:38 h
Parque de Energia Solar da Renova/ Caetité - Parque Híbrido
Parque de Energia Solar da Renova/ Caetité – Parque Híbrido – 
A Bahia mantém posição de destaque na transição energética brasileira ao superar a marca de 3.600 aerogeradores instalados e responder por mais de 34% da geração eólica do país nos 12 meses até julho, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). No mesmo período, Bahia e Rio Grande do Norte concentraram 64% da produção eólica nacional, enquanto o Nordeste respondeu por 93% da geração total.

Com cerca de 99% de sua matriz elétrica baseada em fontes renováveis, o estado lidera a produção de energia eólica no Brasil e solar no Nordeste e busca ampliar seu protagonismo com novas iniciativas em biocombustíveis e hidrogênio verde.

“A transição energética é um apelo mundial e, além do estado baiano ter inúmeros atrativos naturais como posição geográfica privilegiada, ventos constantes e excelente irradiação solar, conta com uma política de incentivos fiscais que o torna altamente competitivo e atrativo para novos investimentos”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Angelo Almeida.

A estratégia inclui o Plano Estadual para a Economia do Hidrogênio Verde (2022) e o lançamento do 1º Atlas de Hidrogênio Verde do mundo, na Conferência das Partes na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP28), em Dubai.

Além de investimentos federais em transmissão, dos quais R$ 10 bilhões já estão em execução no estado. Projetos privados, como os da Acelen Renováveis, com cultivo de macaúba para combustíveis sustentáveis de aviação, e a expansão da Oleoplan Nordeste em Iraquara, reforçam a diversificação da matriz energética e a inclusão da agricultura familiar.

Para sustentar esse avanço, o governo estadual instituiu a Política de Transição Energética e o Protener, que estabelece um marco regulatório de 30 anos, com revisões a cada cinco, para consolidar a Bahia como referência nacional em energia limpa.

Segundo Almeida, a prioridade é “atrair investimentos sustentáveis, promover empregos verdes, estimular a indústria e garantir inclusão da agricultura familiar na cadeia de biocombustíveis. Temos convicção de que essa transição energética justa e inclusiva será o caminho para gerar riqueza, renda e qualidade de vida para a população baiana.”

Fonte: A Tarde Municipios.

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