Começa a polêmica: Ponte Ligando o Centro ao Bairro Bem Querer.

Após noticia da construção da ponte do Bairro Bem Querer, uma mobilização de representantes de associações de pequenos produtores se envolvem num possível conflito de interesses. Nesse contexto a realidade do crescimento e planejamento urbano de Itapetinga – BA, começou gerar movimentação em torno dessa aspiração antiga dos moradores do B. Bem Quer.

Não avaliando os aspectos técnicos de engenharia, está posto um impasse a ser resolvido pelo poder público: quem deve ser priorizado – os moradores urbanos organizados em associações ou uma porção rural pouco habitada? Importante ouvir as partes interessadas para balizar esse investimento em Itapetinga – BA.

Segundo Antônio Olegário, há duas demandas: Uma por acesso direto dos loteamentos do Bairro Bem Querer ao Centro da Cidade (reivindicação dos moradores), ou o projeto misto situado na Vila Érica, moradores/produtores rurais, beneficiando primeiramente zonas rurais, finaliza o presidente da Associação dos Horticultores.

O Executivo Municipal deve buscar não só uma resposta mas critérios éticos e legais para decisão como: Princípios constitucionais (função social da propriedade, direito à cidade); impactos demográficos e ambientais e, quantas pessoas seriam beneficiadas em cada opção; viabilidade técnica e econômica e justiça espacial (equilíbrio campo cidade).

Está posto um dilema complexo de gestão pública que exige equilíbrio entre diversos interesses legítimos. Não há uma resposta única, mas sim critérios que devem orientar a decisão: Quantas pessoas serão beneficiadas diretamente em cada opção? Qual projeto resolve problemas mais urgentes (acesso a saúde, educação, trabalho, escoamento de produção)? Sabemos que o projeto da ponte direta para o Bem Querer atende moradores (incluindo famílias, idosos, crianças) e associações locais, provavelmente com maior densidade populacional.

Já o projeto ligando a Vila Érica à outra margem beneficiaria especificamente produtores rurais (importantes economicamente, mas grupo mais restrito), outros aspectos a ser observados é o impacto econômico: Qual projeto gera maior impacto econômico positivo para o município. A ponte para os produtores rurais pode facilitar o escoamento de produtos, reduzir custos de transporte e impulsionar a agropecuária?

Ou a economia de áreas mais povoadas trará mais dividendo para a sociedade? A ponte direta para o Bem Querer pode dinamizar o comércio local, valorizar imóveis e melhorar a qualidade de vida dos moradores e comerciantes? É importante analisar se o bairro Bem Querer já possui acesso adequado ou se existem outras ligações e quem se encontra em situação de maior vulnerabilidade ou desvantagem no acesso.

É extremamente necessário fazer uma avaliação técnica preliminar para a aplicação do projeto mais viável em termos de custo, engenharia e impacto ambiental. Ter segurança da demanda de expansão do município em urbanizar zona territorial com perspectiva de crescimento ordenado da cidade. Mesmo com a urgência da obra o poder público deve promover audiências públicas transparentes, apresentando estudos de impacto e ouvindo todas as partes. A forte oposição dos associados do Bem Querer ao projeto alternativo é um sinal claro de insatisfação que não pode ser ignorada.

Associações e Moradores do Bem Querer lutam por um acesso direto ao centro, que traria benefícios imediatos para o dia a dia da população (ir ao trabalho, escola, médico, comércio). A possibilidade de viabilizar o projeto da ponte pela Vila Érica não atende suas necessidades mais premente. Assim representantes mobilizam e nesse último dia 21 de agosto procurou o Prefeito para expor suas necessidades.

Pelo que foi apresentado pelos representantes, eles desejam, baseado no princípio do bem comum e na abrangência do impacto, que o poder público deveria priorizar a construção da ponte ligando diretamente o Centro ao Bairro Bem Querer, atendendo à demanda legítima e organizada de moradores. Por último é bom salientar que foi abordado pelo representantes sobre a construção da Ponte em outro local e eles lutam por  uma solução específica que não anule um projeto de maior alcance social. Encerra dizendo que o diálogo transparente e a apresentação de dados sólidos são fundamentais para legitimar qualquer decisão.

Da redação. SRB.

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